Texto: Patrícia Geiger - Foto: Cedeca Casa 10/Divulgação
Escadaria de maderia biosintética,derivada de plástico e madeira reciclada
Já está em estudo a implantação do projeto ONG Eco Vida Heliópolis, uma parceria da Sehab com a Cedeca Casa 10 (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente do Ipiranga), que prevê a criação de uma usina de reciclagem de plásticos, madeiras, entulhos e sólidos recicláveis em geral; a implementação de Eco Caçambas em pontos estratégicos da comunidade, para receber os sólidos que irão para a usina de reciclagem, e a capacitação de jovens para atuarem junto aos moradores como agentes multiplicadores da importância da reciclagem e da entrega dos materiais nos postos de coleta.
Paulo Roberto Nunes Viana, presidente da Cedeca, fala que as experiências indicam ser muito mais vantajoso substituir o depósito irregular do entulho pela reciclagem. “O Eco Vida está em estudo há quatro anos. Foi pensado não somente como projeto de reciclagem, mas também como uma ação social capaz de envolver aproximadamente 50 adolescentes, entre 14 anos e 16 anos, para que façam o trabalho de conscientizarão no lugar onde vivem”, disse.
Calçamento com bloquetes compostos de areia resultante
entulho reciclado
Ele explica que todo o lixo sólido e reciclável depositado nas Eco Caçambas será destinado à usina de reciclagem, onde a matéria-prima produzida poderá ser utilizada na própria construção civil e na confecção de produtos como, por exemplo, móveis. “A ideia é que a própria comunidade seja beneficiada em todos os sentidos, já que é um projeto que gera renda, recursos, capacitação, além da consciência ambiental. Significa dignidade para todos os moradores”, afirma Paulinho, como é chamado na comunidade.
Na atual fase do projeto, Paulinho ressalta a importância da participação da iniciativa privada: “A empresa que contribuir com o projeto ganha na questão do apoio aos projetos sociais e de sustentabilidade, na missão de colaborar com o meio ambiente e também terá retorno com a geração de crédito de carbono”.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Projeto Eco Heliópolis é fonte de renda para a comunidade
05/2010 18h56
do portal da prefeitura
Texto: Patrícia Geiger - Foto: Cedeca Casa 10/Divulgação
Escadaria de maderia biosintética,derivada de plástico e madeira reciclada
Já está em estudo a implantação do projeto ONG Eco Vida Heliópolis, uma parceria da Sehab com a Cedeca Casa 10 (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente do Ipiranga), que prevê a criação de uma usina de reciclagem de plásticos, madeiras, entulhos e sólidos recicláveis em geral; a implementação de Eco Caçambas em pontos estratégicos da comunidade, para receber os sólidos que irão para a usina de reciclagem, e a capacitação de jovens para atuarem junto aos moradores como agentes multiplicadores da importância da reciclagem e da entrega dos materiais nos postos de coleta.
Paulo Roberto Nunes Viana, presidente da Cedeca, fala que as experiências indicam ser muito mais vantajoso substituir o depósito irregular do entulho pela reciclagem. “O Eco Vida está em estudo há quatro anos. Foi pensado não somente como projeto de reciclagem, mas também como uma ação social capaz de envolver aproximadamente 50 adolescentes, entre 14 anos e 16 anos, para que façam o trabalho de conscientizarão no lugar onde vivem”, disse.
Calçamento com bloquetes compostos de areia resultante
entulho reciclado
Ele explica que todo o lixo sólido e reciclável depositado nas Eco Caçambas será destinado à usina de reciclagem, onde a matéria-prima produzida poderá ser utilizada na própria construção civil e na confecção de produtos como, por exemplo, móveis. “A ideia é que a própria comunidade seja beneficiada em todos os sentidos, já que é um projeto que gera renda, recursos, capacitação, além da consciência ambiental. Significa dignidade para todos os moradores”, afirma Paulinho, como é chamado na comunidade.
Na atual fase do projeto, Paulinho ressalta a importância da participação da iniciativa privada: “A empresa que contribuir com o projeto ganha na questão do apoio aos projetos sociais e de sustentabilidade, na missão de colaborar com o meio ambiente e também terá retorno com a geração de crédito de carbono”.
do portal da prefeitura
Texto: Patrícia Geiger - Foto: Cedeca Casa 10/Divulgação
Escadaria de maderia biosintética,derivada de plástico e madeira reciclada
Já está em estudo a implantação do projeto ONG Eco Vida Heliópolis, uma parceria da Sehab com a Cedeca Casa 10 (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente do Ipiranga), que prevê a criação de uma usina de reciclagem de plásticos, madeiras, entulhos e sólidos recicláveis em geral; a implementação de Eco Caçambas em pontos estratégicos da comunidade, para receber os sólidos que irão para a usina de reciclagem, e a capacitação de jovens para atuarem junto aos moradores como agentes multiplicadores da importância da reciclagem e da entrega dos materiais nos postos de coleta.
Paulo Roberto Nunes Viana, presidente da Cedeca, fala que as experiências indicam ser muito mais vantajoso substituir o depósito irregular do entulho pela reciclagem. “O Eco Vida está em estudo há quatro anos. Foi pensado não somente como projeto de reciclagem, mas também como uma ação social capaz de envolver aproximadamente 50 adolescentes, entre 14 anos e 16 anos, para que façam o trabalho de conscientizarão no lugar onde vivem”, disse.
Calçamento com bloquetes compostos de areia resultante
entulho reciclado
Ele explica que todo o lixo sólido e reciclável depositado nas Eco Caçambas será destinado à usina de reciclagem, onde a matéria-prima produzida poderá ser utilizada na própria construção civil e na confecção de produtos como, por exemplo, móveis. “A ideia é que a própria comunidade seja beneficiada em todos os sentidos, já que é um projeto que gera renda, recursos, capacitação, além da consciência ambiental. Significa dignidade para todos os moradores”, afirma Paulinho, como é chamado na comunidade.
Na atual fase do projeto, Paulinho ressalta a importância da participação da iniciativa privada: “A empresa que contribuir com o projeto ganha na questão do apoio aos projetos sociais e de sustentabilidade, na missão de colaborar com o meio ambiente e também terá retorno com a geração de crédito de carbono”.
CADES - SP - 126ª Reunião Plenária Ordinária na UMAPAZ
A reunião foi realizada na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz -
UMAPAZ, na Av. IV Centenário, nº 1268 - Portão 7 - A - Parque Ibirapuera.
Posse do Sr. José Pedro de Oliveira Costa, como conselheiro titular, representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente - SMA
Apresentação do Estudo de Caso - CEMAIS - Coleta Seletiva no Condomínio Santa Barbara - São Mateus - pelo Engº Agrônomo Silas Macedo - Subprefeitura de São Mateus.
Apresentação do Estudo de Caso - Cooperativa Mofarrej - Inclusão sócio ambiental dos catadores autônomos, pela representante da Sociedade Ambientalista Leste - Delaine Romano.
Apresentação do Estudo de Caso - Reciclação, a Comunidade em Ação, pela representante da Associação Amigos do Tremembé.Continuidade das discussões pelo Plenário do CADES sobre a "Situação atual de Implementação do Programa de Coleta Seletiva e Reciclagem na Cidade de São Paulo e perspectivas futuras" apoiado por Valdecir Papazissis e Afonso Celso de Moraes da Secretaria Municipal de Serviços - SES - LIMPURB 2
+c%C3%B3pia.jpg)
Abel Ferreira (de branco, à direita) Conselheiro do CADES e Presidente da AVEPEMA, parceiro no projeto de implantação da Cooperativa de Catadores de materiais recicláveis da Cidade Tiradentes levantou a discussão da idéia da reciclagem energética para próxima reunião.O Conselheiro do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da Cidade Tiradentes, Milton Roberto à frente na SOASE da organização destes catadores para a implantação da Cooperativa tem como meta a auto gestão dos resíduos gerados no Distrito, separando todo o material reciclável para abastecer as indústrias e a sobra incinerar para gerar energia para as fábricas que irão se instalar na região por conta da passagem do Rodoanel bem próximo.
BREVEMENTE NESTE BLOG O VÍDEO DESTE EVENTO
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Do consumo excessivo à sustentabilidade
Do consumo excessivo à sustentabilidadeDo consumo excessivo à sustentabilidade: sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural. O consumismo pode ser definido como “uma orientação cultural que leva as pessoas a encontrar sentido, felicidade e aceitação por aquilo que consomem”. Em outras palavras, é muito difícil que as pessoas mudem seu comportamento em relação ao consumo, mas isso é absolutamente necessário.Em 2006 as pessoas no mundo todo consumiram US$ 30,5 trilhões em bens e serviços, 28% a mais do que dez anos antes. Além das despesas com itens básicos, como comida e moradia, as pessoas gastam mais em bens de consumo conforme aumenta a renda. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares.Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Entre 1950 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, o consumo de petróleo subiu oito vezes e o de gás natural, 14 vezes. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população. Além de excessivo, o consumo é desigual. Em 2006, os 65 países com maior renda, em que o consumismo é dominante, foram responsáveis por 78% dos gastos mundiais em bens e serviços, mas contam com apenas 16% da população mundial. Somente os americanos, com 5% da população mundial, ficaram com uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. A pior notícia é quem nem mesmo um padrão de consumo médio, equivalente ao de países como Tailândia ou Jordânia, seria suficiente para atender igualmente os atuais 6,8 bilhões de habitantes do planeta. Tamanha voracidade sobre os recursos naturais do planeta são evidentemente insustentáveis. Sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.- Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu - |
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Disputa barra transporte na lei de clima em SP
Repórter Diário - 03/07/10
(Antes desta reportagem quero expressar o meu repúdio para o transporte coletivo que temos na Cidade Tiradentes, são microônibus lentos e altamente poluidores. Em todos os ítens não merecemos este tipo de transporte e espero que nestas próximas eleições estejamos atentos aos candidatos que podem ocasionar esta mudança, afinal queremos ser transportados dignamente.
Uma briga interna no governo estadual acabou fazendo com que a regulamentação da Política Estadual de Mudanças Climáticas praticamente ignorasse o tema transporte para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em São Paulo. O Estado tem desde o ano passado a meta de cortar em 20% as emissões de CO2 até 2020, em relação aos níveis do ano de 2005.
Segundo a reportagem apurou, inicialmente o decreto contava com seis páginas relacionadas a transporte sustentável. Mas a Secretaria de Estado dos Transportes ficou contrariada pelo fato de o documento ser feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
No fim das contas, o texto final do decreto apresentou somente três artigos que se referem a questões de transporte. E o que sobrou no decreto também não parece trazer resultados muito práticos. Um deles é bastante genérico: "O transporte sustentável no Estado de São Paulo deverá priorizar investimentos que visem o aumento da participação de transportes ferroviário, hidroviário, cicloviário e dutoviário em relação ao transporte rodoviário."
Outro é muito específico e proíbe o Poder Público de realizar leilão de veículos apreendidos com idade superior a 20 anos, para evitar o retorno à circulação desses carros que são mais poluentes. O terceiro artigo diz que a administração pública estadual fará esforços para reduzir progressivamente o consumo de óleo diesel na aquisição de novas frotas. O decreto estabelece que a fixação de metas setoriais - para indústria e transporte, por exemplo - deverá ocorrer até abril de 2011.
Lixo
Uma lacuna observada por especialistas é a falta de metas na lei de clima para captar os gases de aterros sanitários no Estado. A ação já é feita nos aterros Bandeirantes e São João, da capital paulista, em que o metano é transformado em energia elétrica. Na opinião do climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na "questão do processamento do lixo, no curto prazo há que recuperar o metano dos aterros e gerar energia". "No médio prazo, o próprio conceito de lixo tem de ser modificado, com máxima reciclagem e diminuição dos volumes", afirmou. (AE)
(Antes desta reportagem quero expressar o meu repúdio para o transporte coletivo que temos na Cidade Tiradentes, são microônibus lentos e altamente poluidores. Em todos os ítens não merecemos este tipo de transporte e espero que nestas próximas eleições estejamos atentos aos candidatos que podem ocasionar esta mudança, afinal queremos ser transportados dignamente.
Uma briga interna no governo estadual acabou fazendo com que a regulamentação da Política Estadual de Mudanças Climáticas praticamente ignorasse o tema transporte para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em São Paulo. O Estado tem desde o ano passado a meta de cortar em 20% as emissões de CO2 até 2020, em relação aos níveis do ano de 2005.
Segundo a reportagem apurou, inicialmente o decreto contava com seis páginas relacionadas a transporte sustentável. Mas a Secretaria de Estado dos Transportes ficou contrariada pelo fato de o documento ser feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
No fim das contas, o texto final do decreto apresentou somente três artigos que se referem a questões de transporte. E o que sobrou no decreto também não parece trazer resultados muito práticos. Um deles é bastante genérico: "O transporte sustentável no Estado de São Paulo deverá priorizar investimentos que visem o aumento da participação de transportes ferroviário, hidroviário, cicloviário e dutoviário em relação ao transporte rodoviário."
Outro é muito específico e proíbe o Poder Público de realizar leilão de veículos apreendidos com idade superior a 20 anos, para evitar o retorno à circulação desses carros que são mais poluentes. O terceiro artigo diz que a administração pública estadual fará esforços para reduzir progressivamente o consumo de óleo diesel na aquisição de novas frotas. O decreto estabelece que a fixação de metas setoriais - para indústria e transporte, por exemplo - deverá ocorrer até abril de 2011.
Lixo
Uma lacuna observada por especialistas é a falta de metas na lei de clima para captar os gases de aterros sanitários no Estado. A ação já é feita nos aterros Bandeirantes e São João, da capital paulista, em que o metano é transformado em energia elétrica. Na opinião do climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na "questão do processamento do lixo, no curto prazo há que recuperar o metano dos aterros e gerar energia". "No médio prazo, o próprio conceito de lixo tem de ser modificado, com máxima reciclagem e diminuição dos volumes", afirmou. (AE)
Estado do Mundo - 2010: Transformando Culturas – do Consumismo à Sustentabilidade
Documento produzido anualmente pelo Worldwatch Institute (WWI) – organização com sede em Washington (EUA) – o “Estado do Mundo” traz anualmente um balanço com números atualizados e reflexões sobre as questões ambientais. Na edição de 2010, o Instituto Akatu fez a tradução do relatório para o português.
Tipo de Publicação: Pesquisa
Lançamento: 6 / 2010
Clique aqui e faça o download
Tipo de Publicação: Pesquisa
Lançamento: 6 / 2010
Clique aqui e faça o download
Perguntando sobre a sustentabilidade
Ricardo Rose
Não sei aonde, li que existem mais de 30 definições de sustentabilidade. Pesquisando e falando com as pessoas, notei que as opiniões sobre o tema estão mais ou menos divididas por grupos, todos com diferentes matizes ideológicos. O diretor da empresa multinacional tem lá a sua própria idéia do que seja a sustentabilidade. Esta, no entanto, é diferente da visão do ambientalista gestor de projetos ambientais, financiados por grandes instituições internacionais. Também diversa é a posição do pequeno empresário, às voltas com a concorrência dos produtos importados e a alta carga tarifária. Outra percepção ainda é a do prefeito da cidade do interior, empenhado em atrair investimentos para seu pequeno município, a fim de gerar empregos.
Nenhum dos profissionais citados acima discordará que sustentabilidade é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, conforme define o Relatório Brundtland, publicado pela ONU em 1987.
Todavia, a seu modo cada um julgará mais importante este ou aquele aspecto, necessário para alcançar aquilo que entende como sendo o desenvolvimento sustentado. Todos provavelmente concordarão com o modelo mental dominante do que vem a ser a sustentabilidade: a triple bottom line; algo como “tripla base”, representando a atenção aos aspectos econômicos, ambientais e sociais nas atividades econômicas. Como consequência desta linha de pensamento temos, que se todos cuidarem destes três fatores em suas empresas, ONGs, governos, etc., as sociedades se tornariam sustentáveis - o todo é só a soma das partes.
O raciocínio, porém, é simplista e esquece uma infinidade de interações que existem na sociedade e que estão fora da jurisdição da ONG, empresas ou governo. A consequência deste visão – se fosse possível – é de um mundo formado por enclaves sustentáveis – empresas, projetos de ONGs e as administrações públicas – cercados por um meio social, ambiental e econômico desordenado.
Ao que parece, em relação à sustentabilidade, acabamos nos iludindo com palavras. O próprio enunciado que se tornou clássico “...desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes...” é inconsistente e sujeito a interpretações díspares. Quais “necessidades presentes” devem ser consideradas? Da família americana e européia ou da africana, chinesa e indiana? Daqueles que dispõem de acesso a todos os benefícios de uma sociedade afluente ou dos que passam necessidades? Mas, admitamos que seria possível caminhar para um tipo de associação humana onde estas contradições fossem resolvidas e todos tivessem o suficiente para viver e se desenvolver, de acordo com suas capacidades. Esta sociedade teria que garantir educação, saúde, alimentação e moradia para todos os seus membros, seja através do apoio do estado ou das forças do mercado – só assim seriam asseguradas as mesmas chances de crescimento a todos. A pergunta seguinte é se haveriam recursos suficientes na Terra – alimentos, água, terra, minérios, energia – para que toda humanidade pudesse manter este padrão de vida.
Em caso afirmativo, por quanto tempo? Mas como isso seria possível, utilizando indefinidamente
os recursos naturais “sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”?
Não sei aonde, li que existem mais de 30 definições de sustentabilidade. Pesquisando e falando com as pessoas, notei que as opiniões sobre o tema estão mais ou menos divididas por grupos, todos com diferentes matizes ideológicos. O diretor da empresa multinacional tem lá a sua própria idéia do que seja a sustentabilidade. Esta, no entanto, é diferente da visão do ambientalista gestor de projetos ambientais, financiados por grandes instituições internacionais. Também diversa é a posição do pequeno empresário, às voltas com a concorrência dos produtos importados e a alta carga tarifária. Outra percepção ainda é a do prefeito da cidade do interior, empenhado em atrair investimentos para seu pequeno município, a fim de gerar empregos.
Nenhum dos profissionais citados acima discordará que sustentabilidade é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, conforme define o Relatório Brundtland, publicado pela ONU em 1987.
Todavia, a seu modo cada um julgará mais importante este ou aquele aspecto, necessário para alcançar aquilo que entende como sendo o desenvolvimento sustentado. Todos provavelmente concordarão com o modelo mental dominante do que vem a ser a sustentabilidade: a triple bottom line; algo como “tripla base”, representando a atenção aos aspectos econômicos, ambientais e sociais nas atividades econômicas. Como consequência desta linha de pensamento temos, que se todos cuidarem destes três fatores em suas empresas, ONGs, governos, etc., as sociedades se tornariam sustentáveis - o todo é só a soma das partes.
O raciocínio, porém, é simplista e esquece uma infinidade de interações que existem na sociedade e que estão fora da jurisdição da ONG, empresas ou governo. A consequência deste visão – se fosse possível – é de um mundo formado por enclaves sustentáveis – empresas, projetos de ONGs e as administrações públicas – cercados por um meio social, ambiental e econômico desordenado.
Ao que parece, em relação à sustentabilidade, acabamos nos iludindo com palavras. O próprio enunciado que se tornou clássico “...desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes...” é inconsistente e sujeito a interpretações díspares. Quais “necessidades presentes” devem ser consideradas? Da família americana e européia ou da africana, chinesa e indiana? Daqueles que dispõem de acesso a todos os benefícios de uma sociedade afluente ou dos que passam necessidades? Mas, admitamos que seria possível caminhar para um tipo de associação humana onde estas contradições fossem resolvidas e todos tivessem o suficiente para viver e se desenvolver, de acordo com suas capacidades. Esta sociedade teria que garantir educação, saúde, alimentação e moradia para todos os seus membros, seja através do apoio do estado ou das forças do mercado – só assim seriam asseguradas as mesmas chances de crescimento a todos. A pergunta seguinte é se haveriam recursos suficientes na Terra – alimentos, água, terra, minérios, energia – para que toda humanidade pudesse manter este padrão de vida.
Em caso afirmativo, por quanto tempo? Mas como isso seria possível, utilizando indefinidamente
os recursos naturais “sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”?
Assinar:
Postagens (Atom)
+c%C3%B3pia.jpg)
+c%C3%B3pia.jpg)
